Vaporização Fotoselectiva da Próstata (vpf) por Laser KTP (“luz verde”)

O sistema de tratamento da Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP) foi desenvolvido pela Companhia Laserscope nos Estados Unidos e talvez seja o avanço mais importante que se realizou nos últimos 25 anos para o tratamento desta patologia que afecta milhões de homens em todo o mundo com mais de 55/60 anos.

:: O sistema, conhecido por “VPF luz verde”, é único devido à utilização de laser KTP (Potássio, Titânio e Fósforo) de última geração. Esta energia funciona em conjunto com uma ficha óptica especialmente desenhada para esta aplicação. A união de ambas (laser + ficha) permite-nos vaporizar o tecido de HBP.

:: O conceito de vaporização consiste na eliminação por completo do tecido, assim como na fotocoagulação simultânea dos vasos sanguíneos, evitando praticamente a possibilidade de hemorragia que é sempre a grande preocupação dos urologistas na cirurgia da próstata.

:: Este método conta com um sólido aval, já que foi desenvolvido durante 5 anos de investigação clínica, na Clínica Mayo de Rochester, Minessota, Estados Unidos da América. Os seus resultados e de outros grupos, foram publicados em prestigiosas revistas científicas, “à posteriori”, como o Journal de Endourology, Journal de Urology etc. confirmando que o método é extremamente eficaz, seguro e cómodo para o doente.

:: O método VPF por laser KTP “luz verde”, oferece o melhor para os doentes com HBP por ser minimamente invasivo e por oferecer resultados duradoiros, comparado com outras opções cirúrgicas mais agressivas (RTU-P, prostatectomia aberta, etc.) evitando os riscos típicos e complicações destas últimas.

:: De acordo com os dados clínicos obtidos nestes estudos, nenhum outro procedimento para o tratamento da HBP proporciona um alívio dos sintomas tão rápido e espectacular como com o VPF por laser KTP. As suas principais vantagens são:

   1. Pode realizar-se em regime ambulatório ou internamento mínimo de 6 a 24h;

   2. Normalmente não se perde sangue. É ideal para doentes de alto risco com tratamentos com “anticoagulantes”;

    3. Alívio rápido dos sintomas;

    4. Recuperação rápida da actividade pessoal do doente;

    5. Algaliação, geralmente inferior a 24h.

    6. Vaporização de cerca de 2gr. por minuto.

    7. Durante os 5 anos de aplicação na Clínica Mayo, nenhum doente foi tratado de novo.

     8. Ausência de incontinência e impotência nos 5 anos de aplicação na Clínica Mayo.

:: Assim, este método demonstrou que, comparado com outros métodos de tratamento como TUNA, RTU-P, ETANOL, etc. conseguiu uma melhoria objectiva quanto aos sintomas (avaliação do IPSS) e quanto aos valores do fluxo máximo (Q MAX). Como estes valores se têm mantido por um longo período de tempo, esta técnica converter-se-á, provavelmente, no tratamento de eleição “Gold Standard” para os doentes afectados com prostatismo que desejem fazer um tratamento cirúrgico eficaz, seguro e cómodo para resolver a sua doença.

Comparação entre as técnicas actuais e o VPF

RTU-P Prostatectomia aberta (Millin) VPF Laser KTP
Duração Internamento Hospitalar 3 - 4 dias 6 - 10 dias 4 - 6 horas (max. 24h)
Hemorragia Intra-operatória Sempre Sempre Mínima ou Nula
Necessidade de Transfusão 2 - 8% 5 - 25% 0%
Sequela de Incontinência Total ou Parcial 3 - 5% 2 - 8% 0%
Sequela de Impotência 2 - 3% 10 - 20% 0%

Dr. Paulo Guimarães
Médico Urologista, British Hospital Lisbon XXI


Bibliografia

1. Reza S. Malek, Randall S. Kuntzman and David M. Barrett: High power potassium-titanyl-phosphate laser vaporization prostatectomy. J. Urol, 163: 1730, 2000.

2. Oliver Reich, Alexander Bachmann, Peter Schneede, Dirk Zaak, Tullio Sulser and Alfons Hofstetter: Experimental comparison of high power (80 W) potassium titanyl
phosphate laser vaporization and transurethral resection of the prostate
. J. Urol. 171, 2502, 2004.

3. Surendra M. Kumar: Photoselective vaporization of the prostate: A volume reduction
analysis in patients with lower tract symptoms secondary to benign prostatic hyperplasia and carcinoma of the prostate.
J. Urol. 173: 511, 2005.