:: Coube a François Dubois, em Paris, na década de 90, desenvolver a técnica de Colecistectomia via laparoscópica – hoje considerada “golden standard” para tratamento da litíase biliar sintomática.
O que é a Cirurgia Laparoscópica?
:: Não é mais do que uma via de abordagem técnica, de muitos procedimentos cirúrgicos, que ao longo de anos os cirurgiões desenvolveram para tratar doenças cirúrgicas.
:: A década de 90 foi importantíssima para a Cirurgia Laparoscópica. O desenvolvimento da fibra óptica, das câmaras de vídeo, da resolução de imagem nos monitores, dos sistemas de lentes que permitem a ampliação, a minimização de instrumentos e robots, são hoje um conjunto de técnicas que suportam a Cirurgia Laparoscópica, e permitem a sua grande expansão.
:: Praticamente todas as técnicas cirúrgicas clássicas, podem ser feitas por via Laparoscópica, e as que ainda não o são, é porque ainda não foi possível desenvolver instrumentos, ou porque os cirurgiões, ainda não conseguiram o treino para uma prática segura.
:: A aplicação da laparoscopia na cirurgia geral iniciou-se pela Colecistectomia, seguida da Apendicectomia. As patologias esófago gástricas nomeadamente a moderna doença do refluxo gastro esofágico, as doenças do cólon, do rim, da prostata, do aparelho ginecológico, tem vindo a ser executadas por via laparoscópica, mercê da experiência dos cirurgiões e dos aperfeiçoamentos técnicos dos equipamentos.
Porquê tanta importância e tão grande divulgação?
:: Porque são técnicas chamadas minimamente invasivas, com recuperação mais rápida, com reduzida dor, que passaram a permitir reabilitações mais rápidas dos doentes operados e com menor morbilidade. Estas técnicas reduzem em muito as estadias no Hospital, permitindo operar mais doentes.
:: Por outro lado, todos os doentes que se submetem a estas técnicas estão menos tempo ausentes do seu dia-a-dia habitual e como tal menos susceptíveis ao stress hospitalar.
:: A cirurgia laparoscópica é hoje uma realidade com grandes benefícios para doentes e médicos. Os doentes porque são tratados com menos dor, menos morbilidade e com recuperações mais fáceis e rápidas. Os cirurgiões porque têm menos complicações e doentes mais satisfeitos.
:: A ciência e a técnica não param de evoluir e estamos certos que amanhã melhor faremos pelos doentes que nos procuram.
Dr. Carlos Santos
Especialista em Cirurgia Geral e Director Clínico do British Hospital Lisbon XXI